26 de mai. de 2014

Literatura de cordel


A Professora Ana Cláudia do 5º ano  está trabalhando Literatura de cordel com seus alunos.
A professora de informática criou um espaço para compartilhar:

  • textos,
  • vídeos,
  • imagens,
  • e o resultado dos trabalhos dos alunos.


Segue links de sites de materiais sobre o "Cordel". 



Material disponibilizado de um outro colégio realizado pela professora Lucilene Moura.




5 de nov. de 2013

Mitologia Grega

         
Mito é um conjunto de lendas e ou histórias fantásticas de deuses gregos e romanos. 

Como essas narrativas chegaram até nós?

Todas as narrativas mitológicas tem sua principal fonte três grandes obras: Teogonia de Hesíodo; Illíada (Troia) e Odisseia de Homero. Todas escritas no século VIII a.C.

É interessante começar dizendo que os gregos não acreditavam que o universo tivesse sido criado pelos deuses. Ao contrário, eles acreditavam que o universo criara os deuses. 
Caos 

Há várias versões sobre a criação do Mundo. Uma delas afirma que Caos, o nome do deus que os gregos antigos acreditavam ser responsável pela criação do mundo. Esta divindade rudimentar, vivia sozinha, em um completo vazio, uma escuridão disforme, o nada, o Caos.

Alguns autores dizem que primeiro, o Caos criou a Noite (Nix) e o Dia (Érebo) e outros dizem que foi a Terra. Mas alguns dizem que tudo fora criado ao mesmo tempo, proveniente daquela massa disforme chamada Caos, que continha o tudo e o nada ao mesmo tempo. 
Gaia - mãe Terra

Céu (Urano) e a Terra (Gaia) , o primeiro casal divino geraram 12 filhos (Titãs) também chamados de deuses antigos. 

No início dos tempos, Urano fazia seguidos filhos em Gaia, mas, como não se afastava dela, seus descendentes, entre eles os titãs, permaneciam presos no ventre da mãe. Insatisfeita com a situação, Gaia incentivou um de seus filhos, o titã chamado Crono, a decepar os órgãos genitais de Urano, fazendo com que este se afastasse dela. Essa metáfora mitológica é uma original maneira de explicar a separação entre o Céu e a Terra, que teria permitido o início da vida.


O mais importante deles foi Cronos (ou Saturno, para os romanos), que reinou sobre todos os outros. No entanto, o Destino - uma entidade à qual os próprios deuses estavam submetidos - determinara que Cronos seria destronado por um de seus filhos. Por isso, mal eles saíam do ventre materno, Cronos os devorava.



Reia, esposa de Cronos fica horrorizada e quando descobriu que estava grávida do sexto filho, ela decide salvá-lo, e vai parir secretamente a criança numa caverna em Creta, bem longe de Cronos. Lá, Réia dá à luz seu filho que chama de Zeus e o deixa aos cuidados das ninfas da floresta. Logo Réia retorna ao Palácio de Cronos, enrola em panos uma pedra e depois dá ao seu marido, que engole achando ser o sexto filho.



Imagem de Zeus.

Este filho, Zeus, cumpriu a profecia, destronou Cronos e retirou de seu estômago todos os irmãos que haviam sido devorados. Com eles, Zeus passou a reinar sobre o mundo, de seu palácio no topo do monte Olimpo. A corte de Zeus era formada por outros onze deuses, seus irmãos, sua esposa e seus filhos. 


Quando Zeus cresceu, ele se tornou um esplêndido homem e desposou Métis, que forneceu-lhe uma poção para fazer Cronos vomitar todos os filhos que havia engolido. Eles ainda estavam vivos dentro da barriga de Cronos, afinal, eram imortais. Zeus disfarçou-se de viajante e deu a bebida a Cronos, que regurgitou todos os filhos que tinha devorado. Agora adultos, eles se juntaram a Zeus para enfrentar seu pai, dando origem a uma guerra, de Deuses contra Titãs, cujo o resultado definirá quem comanda o mundo e o universo.




Os Titãs lutaram ao lado de Cronos, eles atacavam jogando enormes blocos de pedra em chamas contra os deuses, e Zeus revidava lançando sobre o exército de seu pai a fúria dos raios. O confronto sacode a Terra. Apolo lança uma chuva de flechas enquanto Poseidon, com um só golpe de seu tridente, racha em duas a ilha de Cós e joga uma das partes sobre um dos titãs , que é achatado e desde aquele dia passou a ser a ilha de Nisiro. Atena faz a mesma coisa e, arremessando uma enorme rocha, esmaga outro titã que se torna a ilha da Sicília. 

No entanto, os deuses só conseguiram vencer realmente quando libertaram os Ciclopes e os Hecatônquiros, que, como já dito, foram aprisionados por Cronos. Mas agora libertados, esses monstros gigantes  ajudaram os Deuses e assim eles venceram a guerra e aprisionaram os Titãs nas profundezas do Tártaro. Estão lá, muito abaixo da terra, e as inúmeras erupções vulcânicas provam que até hoje eles continuam vivos e tentando se libertar. Para Atlas, porém, Zeus deu um castigo especial. O deus condenou o titã a sustentar eternamente o Céu nas costas, impedindo que ele mais uma vez se unisse à Terra.  Alcançada a vitória, os deuses partilharam o universo, Zeus ficou com o céu e a Terra, Poseidon ficou com os mares e Hades ficou com o mundo dos mortos.


Zeus e suas esposas

Métis - primeira esposa de Zeus

A primeira esposa de Zeus tem o nome de Métis, e foi esta forma de inteligência que permitiu a ele conquistar o poder. Métis tem o poder de se metamorfosear, ela assume todas as formas, assim como Tétis e outras divindades marinhas. É capaz de virar animal selvagem, formiga, rochedo, tudo o que quiser. E desta forma tenta escapar de Zeus, mas acabou engravidando deste. Quando Métis estava grávida de Zeus, Gaia profetizou que Métis teria dois filhos: a primeira, Tritogenia, seria igual a Zeus em força e sabedoria, e o segundo seria reis de homens e deuses, mas para que isso acontecesse convenceu Métis a participar de uma brincadeira divina, onde cada um se transformava em um animal diferente e Métis pouco prudente acabou se transformando em uma mosca, e Zeus a engoliu e Métis foi para a cabeça dele. Mas com o passar dos anos, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e pediu para Hefesto  lhe desse uma machadada, foi então que Atena já adulta saltou de dentro do cérebro de seu pai, já com armadura, elmo e escudo. engoliu a deusa viva, tendo depois como fruto dessa relação Atena saída já adulta e armada para a guerra de sua cabeça;o "parto" de Atena foi feito por Prometeu e Hefesto, que abriu a cabeça de Zeus com um machado.

Hera (Juno) - irmã e esposa de Zeus

Filha de Cronos e Reia, era irmã e tornou-se esposa de Zeus. Considerada a protetora das mulheres. Era muito vaidosa e obstinada e sempre se mostrou invejosa da beleza de Afrodite, sua maior inimiga. Também era ciumenta e agressiva e, por isso era adorada como protetora do casamento e da fidelidade conjugal. 

Odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos, como por exemplo, Hércules, que tentou matar quando este era apenas um bebê. Conta uma lenda que Hércules destruiu seus sete templos existentes na Grécia e, antes de terminar sua vida mortal, aprisionou-a em um jarro de barro que entregou a Zeus. Esta façanha fez com que o herói grego fosse aceito por Zeus como deus do Olimpo. O único filho de Zeus que ela não odiava era Hermes e sua mãe Maia, porque se impressionou com a sua inteligência. Em certa ocasião, para mantê-la calma, Zeus amarrou-a com correntes e pendurou-a pelas nuvens, após ter amarrado umas bigornas aos seus pés. 
Hera (Juno)

Considerada a mais excelsa das deusas, na guerra de Tróia tomou partido dos gregos por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris. Aparece sempre como uma figura majestosa e solene, frequentemente com uma coroa alta cilíndrica usada por várias deusas. Também aparece segurando uma romã, símbolo da fertilidade, sangue e morte.


Alcmena - uma das amantes de Zeus e mãe de Hércules




Alcmena e Zeus

Alcmena era filha de Electrião, rei de Micenas, que por sua vez era filho do herói Perseu. Electrião foi morto acidentalmente por Anfitrião (futuro marido de Alcmena) quando os dois guerreavam contra Ptérela, rei de Tafos. Por causa desse crime, Anfitrião foi banido da cidade, exilando-se em Tebas. Ao pedir Alcmena em casamento, a jovem aceitou com a condição de que o noivo deveria primeiro vingar seus irmãos mortos na guerra contra Ptérela. Foi justamente quando Anfitrião se encontrava ausente, no cumprimento da tarefa imposta pela noiva, que Zeus pôs em marcha seu plano para seduzir Alcmena. Enquanto o seu marido estava na guerra, Zeus tomou a sua forma para enganar Alcmena, tendo com ela seu filho Hércules.



Assista o episódio de Métis sendo engolida por Zeus e Hera a irmã e esposa de Zeus.






A história de Hércules e seus 12 feitos


Era o filho do deus Zeus e da mortal Alcmena. Como se sabe Hera, esposa de Zeus, era muito ciumenta, por esse motivo a deusa enviou duas serpentes para matar Hércules ainda no berço, mas ele estrangulou-as com as próprias mãos.

Depois de adulto, Hércules num ataque de loucura matou sua primeira esposa e todos os filhos deste casamento. Como forma de penitência ao herói pelo crime cometido, o oráculo de Delfos impões a ele 12 tarefas, as quais ficaram conhecidas como “Os doze trabalhos de Hércules”. 

Conseguiu com excelência cumprir suas doze tarefas, foram elas: 

1) Matar o leão de Neméia. 
2) Destruir um mostro de sete cabeças que cuspia fogo. 
3) Capturar a corça de Gerínia. 
4) Acabar com um javali selvagem gigantesco. 
5) Limpar em um só dia o curral do rei Augeas. 
6) Acabar com as aves do lago Estinfale. 
7) Capturar um touro louco na ilha de Creta. 
8) Eliminar as éguas do rei Trácia. 
9) Roubar o cinto de ouro da rainha Hipólita. 
10) Capturar os bois selvagens de Gerião, da ilha de Eritéia. 
11) Roubar as maçãs douradas das ninfas no jardim das Espérides. 
12) Capturar o temido cão de três cabeças, Cérbero, guardião dos portões do inferno.


Assista aos vídeos e conheça um pouco mais sobre a vida de Hércules.

          



Atena - Deusa da Sabedoria - filha de Zeus e Alcmina


Atena leva uma lança em sua mão, mas que não significa guerra e sim uma estratégia de vencer, também foi a inventora do freio, sendo a primeira que amansou os cavalos para que os homens conseguissem domá-los. A cidade Atenas era sua preferida já que levou seu nome e onde também se fazia cultos em sua homenagem.

Atena e Poseidon, seu tio, chegaram a disputar o padroado de uma cidade importante, para isso estabeleceram um concurso: quem desse o melhor presente à cidade ganharia a disputa. Poseidon bateu com seu tridente e fez jorrar água do mar e também fez aparecer um cavalo. Já Atena além de domar o cavalo e torna-lo um animal doméstico, também deu como presente uma Oliveira que produzia alimento, óleo e madeira, foi então que ganhou e assim a cidade levou seu nome, Atenas.

Atena, considerada a deusa virgem, ficou assim durante toda a história, pois pedia para que os deuses não se apaixonassem, pois ela ficaria grávida e teria que largar sua vida de guerras e passar a viver em uma vida doméstica.
Atena foi a deusa da sabedoria, prudência, capacidade de reflexão, poder mental, amante da beleza e da perfeição.




Medusa - (guardiã e protetora do palácio de Atenas) - Filha de Fórcis e Ceto.

A Medusa "guardiã", "protetora", na mitologia grega, era um monstro ctônico do sexo feminino, uma das três Górgonas. Filha de Fórcis e Ceto . Quem olhasse diretamente para ela era transformado em pedra. Ao contrário de suas irmãs, Esteno e Euríale, Medusa era mortal; foi decapitada pelo herói Perseu, que utilizou posteriormente sua cabeça como arma, até dá-la para a deusa Atena, que a colocou em seu escudo. Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objeto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneion.

Numa versão posterior do mito da Medusa, diz que o horrível monstro teria sido originalmente uma bela donzela, "a aspiração ciumenta de muitos pretendentes", sacerdotisa do templo de Atena. Um dia ela teria cedido às investidas do "Senhor dos Mares", Poseidon, e deitado-se com ele no próprio templo da deusa Atena; a deusa então, enfurecida, transformou o belo cabelo da donzela em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível de se contemplar que a mera visão dele transformaria todos que o olhassem em pedra. Algumas versões apontam que a punição dada por Atena à Medusa foi  "justa" e "merecida".











Hades - (Plutão) - filho de Cronos e irmão de Zeus

Hades, deus do mundo subterrâneo (ou deus do inferno) da mitologia grega (ou Plutão, na mitologia romana), filho de Cronos e Réia, irmão de Zeus, Héstia, Demeter, Hera e Poseidon. Era casado com Perséfone  (Cora para os romanos), que raptou do mundo superior, para ter como sua rainha. Este mito ficou muito conhecido como o rapto de Cora . Ele a traiu duas vezes, uma quando teve um caso com a ninfa do Cócito e também quando se apaixonou por Leuce, filha do Oceano.

Hades dominava o reino dos mortos, um lugar onde só imperava a tristeza. Conseguiu esse domínio através de uma luta contra os titãs, que Poseidon, Zeus e ele venceram. Assim Poseidon ficou com o domínio dos mares, Zeus ficou com o céu e a Terra e Hades com o domínio das profundezas.

Era um deus quieto e seu eu nome quase nunca era pronunciado, pois tinham medo, para isso usavam outros nomes como o de Plutão. Um deus muito temido, pois no seu mundo sempre havia espaço para as almas. Seu mundo era dividido em duas partes: o Érebo onde as almas ficavam para ser julgadas para receber seus castigos ou então suas recompensas; e também a parte do Tártaro que era a mais profunda região onde os titãs ficavam aprisionados. Hades era presidente do tribunal, era ele que dava a sentença dos julgamentos.



Aguardem os próximos episódios...






                             





6 de jun. de 2013

Nasrudin

Você conhece ou já ouviu falar de Nasrudin? 

As histórias de Nasruddin são conhecidas em todo o Oriente Médio e tocaram as culturas ao redor do mundo. Superficialmente, a maioria das histórias de Nasruddin podem ser ditas como piadas ou anedotas de humor. Eles são contadas e recontadas eternamente em casas de chá e caravançarás da Ásia e podem ser ouvidos nas casas e nos rádios. 

Fonte: Wikipedia




Veja um pequeno conto de Nasrudin

Lição de economia


Um amigo de Nasrudin frequentemente ouvia latidos de cachorro quando passava em frente a casa dele. 

No portão havia um aviso: "CUIDADO, CÃO FEROZ!". Entretanto, ele nunca tinha visto tal cão. 

Certo dia, muito curioso, ele foi até a casa de Nasrudin e o chamou.

Quando Nasrudin chegou à porta, o amigo perguntou:

- "Nasrudin, onde você esconde o seu cão, pois nunca o vi?"

Nasrudin chegou perto do ouvido dele e falou baixinho:

- "Vou contar um segredo e por favor não revele a ninguém", disse Nasrudin. 

"Acontece que um cão dá muita despesa de comida e outros tratos. Eu resolvi fazer economia. Com o cão que tive há muito tempo aprendi a latir. Depois dispensei o cão. Uma vez ou outra, ou quando alguém se aproxima do portão, eu chego à porta e começo a latir. Isso funciona, As pessoas leêm o aviso e escutam os latidos e ficam convictos de que eu tenho segurança"

- "E o melhor! Sem gastar absolutamente nada!" Complementou Nasrudin.



Fonte: http://www.nasrudin.com.br/novas/licao-de-economia.htm

7 de mai. de 2013

Saiba mais - Clarice Lispector


Se você gostou de conhecer Clarice Lispector e quer tentar entender o mundo da autora, veja "10 questões para entender Clarice" e saiba mais sobre a escritora que mudou a forma de narrar da literatura brasileira



Macacos - Clarice Lispector


M A C A C O S



Clarice Lispector

Era Ano Novo e o meu presente tinha acabado de entrar pela porta. Para minha surpresa não era um brinquedo novo, mas sim um MICO. Ele entrou rápido pela porta comendo bananas e examinando tudo o que via, balançando seu longo rabo. Subia e descia pelos varais e dava berros e gritos, jogando as cascas de banana por todo lado.

Meu menino menor sofria com o medo de que o macaco morresse e eu passei a ser a responsável por cuidar do macaco e por não permitir que nada de ruim acontecesse a ele. Mas um dia, uma amiga minha vendo toda a minha preocupação pelo macaco, levou-o embora e o entregou a uns meninos que viviam no morro próximo a minha casa.

Um ano depois, passeando por Copacabana vi uma multidão. Aproximei-me e vi que um homem vendia macacos. Lembrei dos meus filhos e imaginei como ficariam caso ganhassem outro macaco de estimação. Porém, não era um simples macaco, era uma macaca: Lizette.

Lizette era pequenininha e mal cabia na palma da mão. Tinha saia, brincos, colar e pulseira de baiana, além de olhos redondos, grandes, vivos.

Lizette era toda delicada, doce, jamais desarrumava suas roupas e adorava o colar vermelho brilhante que carregava em seu pescoço. A macaquinha também adorava dormir, mas era terrível para comer… tinha preguiça de comida. Os meninos a adoravam e como carinho recebiam mordidinhas de leve, como forma de afeição.

No terceiro dia em que Lizette estava em nossa casa reparei nos seus gestos um ar de lerdeza e suavidade além da conta. Pensei: mas isso não é suavidade, isso é morte.

Percebi naquele momento que Lizette estava partindo e chamei meus meninos e contei o que acabava de descobrir.

Vi meus filhos tristes e naquele instante percebi até que ponto nosso amor por ela teria chegado. Enrolei Lizette num guardanapo e fui ao hospital mais próximo.

No hospital eu olhava para Lizette, mas não a reconhecia. Aqueles grandes olhos que havia citado, agora eram pequeninos e exaustos. O médico lhe dava oxigênio e Lizette desejava reagir, mas não conseguia.

O enfermeiro que ali estava disse-me de forma rude de que Lizette não sobreviveria e ainda sim, censurou-me alertando-me sobre ter comprado macaco na rua…

Voltei-me para os meus meninos e ficamos em silêncio por um segundo. Decidimos que se o enfermeiro a curasse, ele poderia ficar com ela como prêmio pelo grandioso trabalho.

O enfermeiro olhava para Lizette e dizia que ela era bonita. Levantava seus braços, mexia em suas perninhas e ela quase não respondia. Olhou, olhou e mesmo após a proposta disse-me que Lizette era nossa, e que não a queria.

Fomos embora de guardanapo vazio e no dia seguinte ligaram para nossa casa informando que Lizette tinha acabado de morrer.

Meu menino mais novo olhou-me nos olhos e perguntou:

- Você acha que Lizette morreu de brincos, mamãe?

-Sim – respondi.

Uma semana depois meu filho mais velho disse:

-Mãe, você se parece tanto com a Lizette.

-Eu também gosto de você – respondi.

29 de abr. de 2013

Ortografia



Quando alguém lhe pergunta o que quer dizer uma palavra, você, provavelmente, responde: “depende do contexto”. Isso porque, para determinar o que uma palavra significa, precisamos saber que letra vem antes e que letra vem depois

E o fonema /s/? Com quantos grafemas podemos representá-lo? Respire fundo e encare a lista: 




Hora do jogo!



Divirta-se!